sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um quadro

Hoje, olhando fotos de quando éramos crianças, perambulado por suas páginas de redes sociais, e lembrando da época que éramos praticamente irmãos, lembrei dos meus primos.

Na verdade, lembre que cresci. Crescemos. Tomamos rumos diferentes, tivemos escolhas diferentes, e hoje, defendemos pontos de vistas diferentes. Não somos mais uma unidade. Talvez, com o passar do tempo, nos tornemos estranhos, completos estranhos. Talvez, hoje, sejamos apenas alguém, um conhecido. Um sujeito que consta nos álbuns de infância. Alguém que, com o passar do tempo, deixo de ser essencial. Mas ainda somos primos, e eu os guardo com ternura, com saudade, pintados em um quadro de alegrias, travessuras e aventuras. Um pedaço de vida que faz falta.


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Significado

Mais uma vez, depois de muito tempo e um grau a mais nas lentes, quem reaparece? Eu! Com aquele modo de escrever que ninguém entende.
Estranho, gosto de vomitar meus sentimentos aqui, de colocar razão onde não há, de dar significado ao que não tem. O resultado? Bom, sabemos que mudo de ideia (agora sem acento) muito rápido e, com isso, as coisas também mudam de papel e no final eu acabo excluindo tudo.
Sabe quando a grama está crescendo em um tom verde sem graça, com a pontinha cortada, e que qualquer brisa a balança? Me vejo ali. Sempre propenso a quebrar, mas vivo.
Ou, nada disso. Uma fim de tarde laranja, intenso, feito para buscar com fome os minutos que podem ser aproveitados.
Mas sempre assim, ambíguo, sem forma nem lugar definido. Apenas se movendo o bastante pra enxergar e saborear os diversos modos de sentido. No fim, eu.